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Não há espaço para dois coordenadores

O futuro ministro da Secretaria de Governo, Jorge Bornhausen, está se preparando para assumir o cargo ainda a ser criado e pendente de projeto de lei que o Congresso deverá votar a partir do dia 15. Essa foi uma exigência do ex-senador para investir-se de funções que irão envolver as relações da Presidência da República com o Congresso. Ele não quis, poderes que se originassem de uma medida provisória e preferiu o processo legislativo regular para criação do posto de coordenação política.

A expressão "coordenação política" está usada aí de propósito, pois não há como designar a tarefa de que se incumbirá o futuro chefe da Casa Civil a não ser pela que designe o esforço de coordenar e articular a ação do governo com o Congresso. O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, vem exercendo até aqui essa coordenadoria, mas se não abrir espaço para Bornhausen esse não terá como desempenhar-se concretamente da sua missão. Se há duplicidade de agentes do governo para uma mesma [...]
05/02/1992

"Quero morrer livre como nasci."

Carlos Castello Branco, o repórter do Brasil
Texto de Zózimo Tavares

"O Piauí teve, sim, outros expoentes, mas foi Carlos Castello Branco, o menino da Rua da Glória, a nossa glória maior”

Durante mais de meio século, ele foi o repórter político do Brasil. Um repórter que soube interpretar o país, na agonia de duas ditaduras e na esperança de duas redemocratizações; no suicídio de um presidente da República (Getúlio Vargas), na renúncia de outro (Jânio Quadros), na deposição de mais um (João Goulart) pelas armas e no impeachment de outro (Fernando Collor) pelas armações. [+]

Ao metre
Texto de Merval Pereira

No dia 25, o jornalista Carlos Castello Branco, uma espécie de patrono dos colunistas políticos brasileiros, o maior entre nós todos, teria feito 90 anos. Reproduzo aqui trechos do prefácio que escrevi para a reedição de seu livro clássico “Os militares no poder”, da Editora Record. E adianto que brevemente estarei lançando um livro, pela mesma editora, com o título de “O lulismo no poder”, uma homenagem ao mestre. [+]

Na seção TEXTOS você encontra todas as "Colunas do Castello" publicadas diariamente entre os anos de 1963 a 1993, além de entrevistas, discursos e correspondências. [+]

Os fatos narrados de forma precisa, clara e direta.
Desde Jânio Quadros até Fernando Henrique Cardoso.
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