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Pelo menos sem a mexicanização

Brasília — O atual empenho do Palácio do Planalto em preservar e consolidar o pluralismo partidário, fundado em princípio constitucional, tem pelo menos um aspecto singularmente favorável à aspiração democrática do país. Lutando pelo pluralismo, o Governo queima o caminho, que já se tentou abrir, para a mexicanização do Brasil, ou seja, o regime do Partido único no qual uma oligarquia burocrática se organiza institucionalmente para dominar a nação a ponto de dar-se ao luxo de praticar uma política externa simpática aos movimentos de emancipação das nações do Terceiro Mundo.

Os Partidos nacionais foram instituídos pela Lei Agamenon Magalhães, de convocação de eleições presidenciais e de uma Assembléia Constituinte, em 1945, no declínio da ditadura. Eles foram mantidos pela Carta de 1946, na qual se inscreveu o mesmo princípio do pluralismo partidário reproduzido pelas cartas subseqüentes, entre as quais a que está em vigor, outorgada pela junta militar em 1969. O regime [...]
24/02/1982

"Uma carta típica que recebo sempre tem um desenho da foto do Vladimir Herzog, com um homem enforcado, e os dizeres: 'O próximo será você, seu efedapê.' "

Carlos Castello Branco, o repórter do Brasil
Texto de Zózimo Tavares

"O Piauí teve, sim, outros expoentes, mas foi Carlos Castello Branco, o menino da Rua da Glória, a nossa glória maior”

Durante mais de meio século, ele foi o repórter político do Brasil. Um repórter que soube interpretar o país, na agonia de duas ditaduras e na esperança de duas redemocratizações; no suicídio de um presidente da República (Getúlio Vargas), na renúncia de outro (Jânio Quadros), na deposição de mais um (João Goulart) pelas armas e no impeachment de outro (Fernando Collor) pelas armações. [+]

Ao metre
Texto de Merval Pereira

No dia 25, o jornalista Carlos Castello Branco, uma espécie de patrono dos colunistas políticos brasileiros, o maior entre nós todos, teria feito 90 anos. Reproduzo aqui trechos do prefácio que escrevi para a reedição de seu livro clássico “Os militares no poder”, da Editora Record. E adianto que brevemente estarei lançando um livro, pela mesma editora, com o título de “O lulismo no poder”, uma homenagem ao mestre. [+]

Na seção TEXTOS você encontra todas as "Colunas do Castello" publicadas diariamente entre os anos de 1963 a 1993, além de entrevistas, discursos e correspondências. [+]

Os fatos narrados de forma precisa, clara e direta.
Desde Jânio Quadros até Fernando Henrique Cardoso.
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